Junta de Freguesia de Guetim


Segundo o historiador Pe. Miguel Augusto de Oliveira, a etimologia da palavra Guetim, teve origem na fauna que em tempos remotos habitava estes lugares, os gatos bravos. Já Joseph Piel, advoga que a palavra Guetim era oriunda de Wît, que é o mesmo que dizer: "castigo dado em tribunal".

A Freguesia de Guetim remonta à antiguidade. Já era conhecida no tempo do Governo do Conde D. Henrique, desde a reconquista Asturo-Leoneza.

Geijim é referido em 1025 e 1082, in uilla eccliosiole, num documento do rei D. Dinis.

O topónimo oferece ainda as seguintes grafias ao longo dos séculos: Getym, Gitim, Gitji, Quetini e Quetin.





Nas taxações das Igrejas por bula do Papa João XXII, dada em Avinhão a 23 de Maio de 1320, Guetim foi taxado por 30 libras.

Guetim foi escolhido desde tempos remotos pelo Bispado do Porto para nela ser implantado um celeiro colector de impostos. Estes eram pagos com cereais e vinho pelas vizinhas Freguesias de Seixezelo, Mozelos, Oleiros, Nogueira da Regedoura, Anta, Silvalde e S. Félix da Marinha.

No ano de 1708 possuía 43 habitantes e tinha em 1796, 25 fogos, pois era terra senhorial com os seus caseiros.



Incansável lutador pelo engrandecimento material e moral da terra que o viu nascer.

Homem de valor ímpar, João Francisco Guetim, manifestou extraordinária devoção à causa do ensino e da instrução pública na Freguesia de Guetim

Senhor de uma boa fortuna que honradamente adquiriu no Brasil, procurou sempre engrandecer e melhorar a sua terra Natal com obras de elevado alcance social, como a construção da actual Igreja Paroquial.

João Francisco Guetim fez parte da primeira Vereação da Câmara Municipal, no ano de 1899, foi fundador dos Bombeiros Voluntários de Espinho, sócio fundador do "Centro Democrático de Espinho" e foi vogal da Junta de Freguesia de Guetim entre 1887 e 1889.

Faleceu a 13 de Março de 1918, na sua casa em Espinho, tendo sido sepultado no Cemitério de Guetim.







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